Como Funciona o Server-Side Rendering no Remix.run (e por que ele é diferente)

Entenda o modelo de Server-Side Rendering do Remix.run, como ele se compara ao Next.js, e por que sua abordagem pode trazer ganhos reais em performance, UX e manutenção.

Foto de Juanjo Jaramillo na Unsplash

Introdução

Se você já trabalhou com frameworks como Next.js, provavelmente está familiarizado com termos como SSR, SSG, ISR e CSR. Cada um tem seu momento e aplicação, mas a maioria das soluções atuais exige que o desenvolvedor decida onde e como renderizar cada parte da aplicação.

O Remix.run chega com uma proposta diferente: tornar a renderização no servidor o padrão natural e não a exceção.
Mas como isso funciona na prática? E o que isso muda no desenvolvimento e na performance?

Neste artigo, vamos explorar:

  • Como o SSR funciona no Remix.run
  • As diferenças entre Remix e Next.js no modelo de dados e renderização
  • Como isso afeta a performance da aplicação e a experiência do desenvolvedor

Como o Remix trata o Server-Side Rendering (SSR)?

No Remix, SSR é o padrão. Toda rota tem um ciclo de carregamento de dados no servidor, mesmo para navegações client-side. O Remix considera a aplicação como um documento HTML vivo, onde dados e marcações HTML caminham juntos.

O que acontece numa requisição?

  1. Usuário acessa /dashboard
  2. O Remix executa o loader da rota /dashboard no servidor
  3. O HTML é renderizado com os dados já preenchidos
  4. A resposta é enviada como um documento completo ao navegador
  5. O cliente hidrata a aplicação e segue navegando com transições rápidas via Javascript.

Comparando com Next.js

CaracterísticasRemix.runNext.js
Modelo de dadosLoaders por rotaNext.js: Pages Router: getServerSideProps, getStaticProps. App Router: fetch em Server Components.
SSRPadrãoNext.js: Opcional no Pages Router. Padrão no App Router (via Server Components)
Streaming de HTMLSuporte completoSuporte completo via App Router (app/ e Suspense)
Caching integradoCache control em loadersPrecisa de revalidate, SWR ou configs manuais
Navegação entre rotasDados carregados em paralelo, com fallback automático (via nested routing e Suspense)prefetch automático; carregamento de dados em paralelo via Server Components e Suspense

Como isso melhora a performance?

Menos Javascript para dados

Como os dados já chegam renderizados no HTML, o Remix evita a necessidade de “buscar dados duas vezes” (uma no servidor e outra no cliente).

Isso reduz:

  • Tempo de Time to First Byte (TTFB);
  • Javascript enviado ao cliente;
  • Erros de loading duplicado;

Streaming automático de HTML

O Remix suporta streaming de resposta (via Response Web API), o que permite que partes do conteúdo cheguem antes de tudo estar carregado – inclusive antes dos dados finais de rotas filhas.

Isso melhora drasticamente o tempo de renderização percebida.

Melhor uso de caching

Você pode definir cabeçalhos de cache por rota, diretamente no loader():

TypeScript
export const loader = async () => {
  return json(data, {
    headers: {
      'Cache-Control': 'max-age=300, stale-while-revalidate=60',
    }
  });
};

E a experiência do desenvolvedor (DX)?

Simples, previsível e modular

No Remix:

  • Os dados vivem junto com a rota;
  • Loaders substituem o uso de useEffect para buscar dados;
  • Você não precisa montar um sistema de fetching + loading + error states;

Exemplo de Loader

TypeScript
export const loader = async () => {
  const posts = await getPosts();
  return json({ posts });
};

E no componente:

TypeScript
const { posts } = useLoaderData<typeof loader>();

Comparado ao Next.js, o Remix oferece uma separação mais natural entre lógica de carregamento de dados e componentes.


Casos onde o Remix reina com SSR

  • Aplicações que exigem dados atualizados em tempo real (painéis, dashboards);
  • Sistemas com rotas aninhadas e carregamento paralelo de dados;
  • SEO crítico ( por entregar HTML com dados já prontos);
  • Ambientes com baixa conectividade ou dispositivos lentos;

Conclusão

O Remix.run simplifica e fortalece o uso de Server-Side Rendering (SSR) ao colocá-lo como padrão, e não como exceção.

A separação entre loader e componente visual cria uma experiência mais previsível, testável e otimizada.

Para quem vem de frameworks como Next.js, o Remix oferece uma nova perspectiva: em vez de lutar para decidir “onde renderizar”, você simplesmente escreve código focado em entregar a melhor experiência para o usuário – com dados carregados no lugar certo, na hora certa.


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Referências